A troca que trouxe Carter-Williams para a Cidade dos Ventos

Na noite do dia 15 de outubro, Marc Stein, jornalista da ESPN, informou pelo Twitter que o Bulls e o Bucks estariam em conversas avançadas em relação a uma troca que enviaria Tony Snell para Milwaukee e Michael Carter-Williams para Chicago. A troca foi anunciada oficialmente na segunda-feira e o novo armador já está treinando com a equipe da Cidade dos Ventos.

O ala Tony Snell foi escolhido na primeira rodada do Draft de 2013 pelo Chicago Bulls. Ele impressionava por seus atributos físicos e era esperado que se tornasse um 3-and-D (tipo de jogador que defende bem e tem um bom arremesso de três). Não aconteceu. Nesses três anos de NBA, ele teve dificuldade para usar seu físico como uma arma e nunca teve um arremesso consistente.

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Na temporada 2014/15, Snell deu esperanças para que a torcida acreditasse no seu potencial. No mês de fevereiro, uma série de jogadores do perímetro se machucaram, ele teve grande tempo de quadra e correspondeu, fazendo, por jogo, 13.6 pontos com um aproveitamento de 52.2% nos chutes de três pontos. Quando Fred Hoiberg, que tinha em mente um sistema de jogo que favoreceria os arremessadores, se tornou técnico do Bulls na temporada 2015/16, o camisa #20 recebeu muitas chances como titular da posição 3 (33 partidas, para ser exato) e foi pífio, fazendo, por jogo, apenas 5.2 pontos nessas ocasiões.

Estava claro. Snell não serviria para o Bulls. Foi uma aposta que não deu certo e a probabilidade de ele ter minutos na rotação atual do Bulls era baixa, já que Doug McDermott e Denzel Valentine estão à sua frente. Ele será agente livre na offseason de 2017 e o Bulls certamente não renovaria com o jogador, ou seja, ele sairia de qualquer jeito. Sabendo disso, conseguir algo em troca pela sua saída foi, no mínimo, uma boa tentativa da diretoria.

Esse “algo em troca” foi Michael Carter-Williams. E sua análise será dividida em tópicos:

Carreira

Michael-Carter Williams foi selecionado na 11ª escolha do Draft de 2013 pelo Philadelphia 76ers e ganhou o prêmio de Melhor Novato do Ano, jogando “sozinho” no péssimo Sixers. Em 2015, foi trocado para o Milwaukee Bucks, que tentou montar um time defensivo e atlético. MCW não deu certo em Wisconsin. Com poucos jogadores que arremessam bem no quinteto titular, ele, que também não é bom chutador, tinha dificuldades em encontrar espaços para infiltrar e passar para seus companheiros. Além disso, a bola ficava muito mais na mão de outros jogadores (principalmente de Antetokounmpo) do que ele, reduzindo seu impacto ofensivo.

Características

Ele se destaca por ser um armador alto (1,98 m) e por consequência, é muito versátil defensivamente, podendo defender com eficiência diversas posições. Parecido com Snell, MCW tem um físico privilegiado, mas ao contrário do ex-bull, ele se dá bem nas infiltrações. Sua habilidade de passar a bola é outro ponto forte de seu jogo. O destaque negativo é seu arremesso. Ele tem aproveitamento de 25.5% nos arremessos de três pontos.

Troca de baixo risco

Carter-Williams será agente livre em 2017, assim como Snell. Logo, o pior cenário possível seria a não renovação de seu contrato (o que provavelmente aconteceria com Snell se permanecesse, repito).

MCW na rotação

O jogador de 25 anos chega para disputar a vaga de backup PG, reserva de Rajon Rondo (poderia jogar de ala-armador em certos momentos, mas sempre comandando o ataque).

Encaixe

Todos sabem que o Chicago Bulls não tem muitos chutadores e sofrerá com problemas de espaçamento. Carter-Williams não chega para resolver esse problema. Seu principal aporte será a defesa. Em relação ao ataque, é esperado que ele jogue com bons arremessadores da segunda unidade (Canaan, Valentine, McDermott e Mirotic), para que, além de servir esses jogadores com boas assistências, seu arremesso ruim não prejudique o time.

Essa troca será discutida no próximo Podcast Chicago Bulls Brasil, que será gravado na sexta-feira (21). Deixo-lhes uma frase do jornalista Sam Smith, que simula uma conversa entre os dois times e resume o que aconteceu nessa troca: “Nós [um dos times] vamos dar uma chance para o seu jogador, já que não gostamos do nosso e ele não encaixa no nosso time. Talvez a gente vai gostar mais do seu”.

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