Não aguentamos mais Fred Hoiberg

Fred Hoiberg, 44 anos, foi atleta da NBA entre 1995 e 2005, com passagens por Indiana Pacers, Chicago Bulls e Minessota TimberWolves. Em 2010, tornou-se treinador, ao comandar na NCCA a equipe de Iowa State, universidade onde também atuou como jogador. Lá obteve certo sucesso, chegou a ser escolhido como melhor treinador da conferência Big 12, e foi duas vezes campeão do torneio da mesma. Com seu estilo de jogo plasticamente bonito, sendo apelidado de “Hoiball”, renovou o contrato com a equipe por 10 anos, mas em 2015 chamou a atenção dos dirigentes do Chicago Bulls. O time havia acabado de dispensar Tim Thibodeau após 5 temporadas na cidade dos ventos. Os rumores viraram realidade em 02/06/2015, quando o treinador foi anunciado oficialmente e assinou um contrato de 5 temporadas.

A seguir, a maioria do que estará escrito será de pura opinião, cabendo ao leitor concordar ou não e também podendo entrar em debates nas redes sociais ou nos comentários deste post. Claramente dando esse contrato a Hoiberg, Gar Forman e John Paxon tinham plena convicção do que estavam fazendo e, sejamos francos, quando esses dois têm  certeza de algo é para ficar com o pé atrás. Antes da temporada de estreia, a expectativa era alta em torno de seu trabalho, ainda mais pelo elenco que possuía. Fred tinha tudo para fazer um ótimo trabalho e colocar os touros na briga pelo topo da Conferência Leste, na qual agora deixaria de ser um time extremamente defensivo e com poucas qualidades ofensivas para se tornar uma equipe bonita de se ver jogar.

A temporada 2015/2016 se iniciou diante dos Cavaliers e já era possível se notar uma diferença, pois o time teve uma rotação maior, atacou melhor e obteve uma vitória para dar moral. Depois daquilo, o time oscilou, o que era normal para o começo de um trabalho e algumas lesões também atrapalharam o desenvolvimento da equipe. Mas nada que assustasse em termos de ir a pós-temporada, certo? ERRADO. Precisando usar e testar novas formações foi quando Fred começou a se perder, parecia não ter comando da equipe, o time jogava sem sangue, sem coração, pareciam não ter vontade para nada. Derrotas seguidas começaram a acontecer e um time que parecia ter vaga certa nos Playoffs começou a brigar pela oitava posição, até que, no final da temporada, saiu e não voltou mais, sendo eliminado três dias antes do término da temporada regular, ficando em nono lugar.

Poucos perceberam, mas o primeiro erro dele foi ao dar a certeza à diretoria de draftar Bobby Portis, jogador de garrafão que marca mal e tem pouca habilidade. Sem falar que, naquele momento, precisávamos de um armador e tínhamos a boa opção de Tyus Jones. Ali já começou minha desconfiança sobre este rapaz. A temporada passada veio, a atual está em andamento e ficou provado o pouco potencial desse jogador, que parece querer compensar na força de vontade o seu baixo nível técnico. Muitos já pediam a cabeça do treinador, porém a maioria ainda creditava às lesões e ao elenco não característico ao seu estilo de jogo a não ida aos playoffs, a despeito da campanha de 42-40.

No entanto, o que era uma campanha dessas para um time que vinha de um terceiro lugar na temporada anterior, não é mesmo? Enfim… Foi-lhe dada uma segunda chance, trocas foram feitas, saíram Rose e Noah, chegaram Rondo e Wade, fora outros atletas que acabaram saindo e outros chegando. Alguns permaneceram e, juntos com a nova base, formariam um time ao redor de Jimmy Butler. Tudo começou às ‘mil maravilhas’, equipe consistente, jogando bonito, de forma envolvente, jogadores elogiando o treinador e assim vai. Porém, este que vos escreve sempre alertava sobre ter calma e tudo mais e não demorou muito para as coisas voltarem a dar errado. Primeiro com as lesões de Michael Carter Williams e Douc McDermont, depois com o time que parecia haver sido apenas uma magia de 3 partidas.

As bolas pararam de cair, o banco que era bom ficou ruim, a diretoria que parecia ter finalmente acertado voltou a errar e o treinador que parecia estar aproveitando a segunda chance voltou a ser o “sem sal” de antes. O “Hoiball”  não dá mais certo. O time até ganha jogos, mas parece ter motivação apenas contra bons times; em jogos teoricamente fáceis, se perde, e até consegue boas vantagens, contudo, rapidamente são rompidas. Os jogadores entram sem vontade em quadra, o time perdendo por 20 ou 2 pontos, olham para o banco e a cara do “treinador” é sempre a mesma. Ele insiste no erro, como, por exemplo, deixar Nikola Mirotić, claramente em má fase, por quase 30 minutos em quadra por vários jogos. Insistir com os reservas na quadra em momentos cruciais da partida, quase sempre tirar o jogador que está melhor naquela situação em pontos da partida que não se devia fazer aquilo.

Além disso, comete erros primários e básicos, o time falha demais nos rebotes, não tem padrão de jogo, não acerta bolas de 3 pontos com frequência – vale salientar o erro crasso da diretoria por não ter trazido atletas capazes de fazerem isso. Mas será que Hoiberg cobrou isso?  Ele não me parece ter coragem de cobrar nem dos próprios comandados, assiste aos jogos de forma passiva e tem a mesma reação nas derrotas e vitórias. Tenho até receio de saber o que ele faz nos treinamentos ou o que fala nos pedidos tempo. Quem dirá ter coragem de ir cobrar a quem paga o seu salário, o famoso ‘medinho’ de perder o emprego. Ou nesse caso, uma bela bocada, um emprego dos sonhos, um homem que mostra em duas temporadas não ter capacidade alguma para ser treinador de NBA.

E, sinceramente, havia melhores nomes a se buscar ao demitir Thibodeau. Apostar em um cara sem números expressivos no torneio máximo da NCAA era um tiro no escuro, ainda mais lhe dar 5 temporadas de contrato. Ele não era nenhum Mike Krzyzewski, longe disso, muito longe, hoje mesmo em outro país é possível ver que sua permanência não fará bem ao time. É preciso muito mais, trocas no elenco, na diretoria, se possível até uma venda para uma pessoa com mente mais aberta seria legal e interessante . Porém, essas são tarefas mais complicadas no momento. O que é possível ser feito é justamente demitir esse cara incompetente e que mostra pouca inteligência quando o assunto é basquete.

O time não vai se tornar uma maravilha, nem o título virá essa temporada, mas ao menos uma vaga nos playoffs e uma equipe mais competitiva é possível. Um cara que tenha moral e comando sobre o time, que arme jogadas com mais competência, que saiba cobrar de seus atletas. No momento, é difícil apontar um nome para tal, por isso prefiro deixar até paa os debates este possível nome. Uma aposta na NCAA novamente? Um comentarista? Um ex-jogador? Uma aposta até o final da temporada para tentar algo mais forte para a próxima temporada? Não sei, mas Fred Hoiberg, com certeza, não é este nome. O 50% já chegou e com esse rapaz, é ladeira abaixo.

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2 comentários em “Não aguentamos mais Fred Hoiberg

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  1. Você conseguiu escrever tudo o que eu penso sobre o Ruimberg! Parabéns pelo texto! Este “técnico” é passivo demais. Não toma atitudes, demora a pedir tempos, quando pede raramente surte efeito. Repare que geralmente o time melhora qd Butler, Wade e, às vezes, Rondo se reúnem dentro de quadra e tramam alguma coisa. Butler estava correto temporada passada quando reclamou publicamente sobre Hoiberg. Fred Hoiberg…não vejo a hora de ler Fired Hoiberg!

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