Doug McDermott é mal utilizado no Chicago Bulls?

O insucesso do Chicago Bulls na última temporada e a irregularidade desta têm vários motivos e explicações. O próprio blog já dissecou sobre elas, mas uma questão não é tão discutida: o mau aproveitamento ofensivo de Doug McDermott. Melhor jogador universitário em 2014 jogando pela Universidade de Creighton, Doug é o quinto maior cestinha da história da NCAA com 3150 pontos em quatro temporadas. Se defensivamente Doug nunca apresentou bom desempenho e é alvo constante dos ataques adversários, ofensivamente ele é uma arma que se esconde, seja por má utilização ou também por erros próprios.

Os números positivos do Chicago Bulls com Doug pontuando são reais e explicitados por estas estatísticas:

Doug com 10+ FGs:
7-5
Doug com -10 FGs:
10-12

Doug com 2+ 3PT:
7-6
Doug com -2 3PT:
10-12

Doug quando faz 15+ pts:
4-1
Doug quando faz 10-14 pts:
6-5
Doug quando faz -10 pts:
7-11

Doug quando joga 30+ mins:
6-1
Doug quando joga 20-29 mins:
9-13
Doug quando joga -20 mins:
2-3

*Número de vitórias/derrotas do Chicago Bulls.

Durante os jogos que jogou mais de 30 minutos, Doug só não deu mais de dez arremessos em dois deles. Seu aproveitamento de quadra foi de 41.75% para 15.8 pontos de média e cinco rebotes, além de 38% na bola de fora. Embora o aproveitamento não seja tão alto, o ala consegue arremessar mais e espaçar a quadra para jogadores que precisam jogar isolados ou infiltrando como nos casos de Jimmy Butler e Dwyane Wade. Ter Doug nos momentos decisivos dos jogos tem um ponto negativo e outro positivo. Sua defesa será acionada pelos adversários, sendo ele alvo das jogadas, mas no ataque seria uma boa opção ofensiva, pois dificilmente seus marcadores descolariam na marcação, podendo assim abrir espaços para outros jogadores.

McDermott tem sido menos utilizado ainda nesta temporada. Até o jogo contra o Sacramento Kings (21 de janeiro), o ala participava de 16.8% das jogadas do Bulls quando estava em quadra (porcentagem de vezes que o arremesso é dele quando está em quadra). Esse índice é menor do que nas duas temporadas anteriores, inclusive a de calouro quando foi pouquíssimo acionado por Tom Thibodeau. Numa comparação ao College, Doug participou de 36.2% das jogadas de Creighton em seu último ano da faculdade, ou seja, mais de um terço das jogadas dos Bluejays terminavam com McDermott. O número fica ainda mais espantoso porque o ala jogava 33.7 minutos de 40 possíveis.

Uma das características do seu jogo é saber jogar em jogadas ISOs, algo que dominava seu jogo no College, seja para arremessar de média ou longa distância ou trabalhando no postup.  Na NBA e nesta temporada, Doug tem o alarmante número de ser utilizado isoladamente em somente 0.9% das jogadas do Bulls, número irrisório e, dos que já jogaram em isos pelo menos uma vez na temporada dentro do elenco do Bulls, somente Robin Lopez foi usado menos vezes que Doug.

Entretanto nada supera o pouco uso de seus movimentos de costas para a cesta. Por ter jogado como ala-pivô na NCAA, Doug desenvolveu seu jogo muito bem nesse quesito. Bons fakes, ótimos fadeaways e a comparação com Dirk Nowitzki por fazer o fadeaway tão característico do alemão muito bem (vídeo abaixo).

Jogando no postup, McDermott foi utilizado em 2.3% das jogadas do Bulls, número superior somente a Rajon Rondo e Michael Carter-Williams (outro erro, já MCW é um armador alto e que deveria ser mais usado neste movimento). Para comparação, Jimmy Butler e Dwyane Wade são responsáveis por mais de 36% desta jogada no Bulls.

Neste último vídeo Doug mostra um pouco do seu arsenal ofensivo jogando de costas para a cesta. Deve-se descontar o nível dos jogadores universitários em comparação aos profissionais da NBA, mas em situações que Doug tem um jogador menor lhe marcando, Chicago não deve hesitar em utilizá-lo nesta jogada, como contra o Memphis Grizzlies, em que anotou seu career-high de 31 pontos, com direito a quatro boas jogadas no post (vídeo abaixo).

Mesmo com todos os seus problemas defensivos já conhecidos, Doug deveria ser mais utilizado pelo Chicago Bulls por ser uma arma ofensiva que desafogaria a pressão sobre Jimmy Butler e Dwyane Wade, cabendo a ele ser o terceiro cestinha do time. Fred Hoiberg já levantou a questão de utilizá-lo como titular ao lado dos dois citados anteriormente e com as frequentes mudanças na rotação do Bulls, não é de se duvidar. O que resta para o fã do Chicago Bulls é torcer para que o time se encaixe e Doug tem papel fundamental nisso.

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