Quando o vermelho tornou-se a cor da Esperança

30 de Abril de 2009, Chicago, Illinois, United Center.

Chicago mais uma vez deparava-se com os celtas num playoff e desta vez não tinha Michael Jordan para levar o jogo a prorrogação e chamar Larry Pássaro para bailar. Não havia Scottie Pippen para se impor nas duas extremidades da quadra.

Mas naquele dia, havia um time muito aguerrido e que jogava com a alma sob a batuta do debutante em playoffs: Derrick Rose. Os atuais campeões, Boston Celtics, pareciam assustados diante de um time que se recusava a perder.

O jogo reuniu 23.453 expectadores que lotaram o United Center para apoiar o time da casa que necessitava da vitória a todo custo a fim de forçar o jogo 7. No entanto, sabiam que a tarefa seria das mais árduas quiçá utópica.

Mas os titulares do Bulls, John Salmons, Derrick Rose, Tyrus Thomas, Ben Gordon e Joakim Noah pensavam o contrário.

O jogo começou com uma velocidade incrível e muita participação da torcida chicagoana. Faltando 3 minutos para o término do 1º quarto, estávamos com uma vantagem de 30-15.

No entanto, os atuais campeões vieram com tudo no segundo quarto e nos 2 minutos derradeiros a partida já estava empatada em 50-50. Toda vez que o Bulls passava a frente do placar, Ray Allen tratava de colocar o time de verde de volta no jogo com seus arremessos mágicos do perímetro (terminaria a partida com surreais 51 pontos).

Faltando 4 minutos para o fim do último quarto, a partida estava 99-91 para os Celtics com o arremesso da zona morta de Paul Pierce. Mas Salmons e Brad Miller estavam em um dia especial (o primeiro terminaria o embate com 38 pontos e o segundo vindo do banco com 23 pontos).

Faltando 29 segundos para o término do último quarto, a partida estava empatada em 101-101 e assim permaneceu até a primeira prorrogação.

A torcida se mantinha de pé no United Center desde o último período do tempo regulamentar. A atmosfera era fantástica, o barulho, ensurdecedor, mas pergunte ao Ray Allen se isto importava. Não, o cara era de gelo e não tremia por nada. Faltando 07.6 no relógio para o término da segunda prorrogação, Allen acertou um arremesso da zona morta que empatou a partida.

Mas… Aos 38 segundos da terceira prorrogação, Noah rouba a bola de Pierce, parte pro contra-ataque como um bólido e mete uma enterrada monstruosa seguida de falta.

Nos segundos derradeiros, a bola esteve com Rajon Rondo, este partiu para infiltração e Derrick Rose com uma leitura perfeita aplicou um toco monstruoso dando fim a epopéia Chicagoana em 128-127, com 3h56 de jogo.

Hoje, os artistas do espetáculo são outros mas desejamos que a garra do jogo 6 seja levada para essa partida.

Naquela oportunidade tínhamos como treinador o possante Vinny Del Negro, hoje temos o confuso Hoiberg.

Naquela época, tínhamos Forman como GM e até hoje ele permanece conosco. Não gostamos da administração, mas amamos a franquia. Então, seguimos na torcida.

#GoBulls #AteDepoisDoFim

Texto de Bruno Benson

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